reflexões varzinistas

No rescaldo da Assembleia que aprovou as contas de 2005/2006, Lopes de Castro disse ao Póvoa Semanário, coisas interessantes como por exemplo:
"Os dirigentes que nos antecederam, se calhar gostariam imenso que tivessemos pegado no dinheiro e tivéssemos pago todas as dívidas que eles deixaram, mas têm que saber que somos nós que estamos a gerir o clube."
Foram 2,9 milhões de euros recebidos de sinal, avançados pela empresa Dico-Dulimar, que a Direcção utilizou na totalidade para pagar dívidas. Mesmo assim, o passivo aumentou. Explicou o Sr. Lopes de Castro, que o sinal está contabilizado numa conta do passivo e que quando o negócio for totalmente fechado, esse montante sairá para a conta respectiva, o que diminuirá o passivo.
Pergunto, e se o negócio não chegar a efectivar-se, como vai ser? Falência técnica?
Pagar dívidas antigas, com o dinheiro da venda de património exige alguma competência especial? Só se for, para saber quais as dívidas a pagar primeiro.
"Ninguém deseja mais a subida do que a direcção e não é por uma questão de currículo. Dava-nos gozo mas não é por isso que estamos aqui. Gerir um clube da dimensão do Varzim na I Liga, com juízo e bom senso, dá lucro. As pessoas ainda não perceberam isso. A única forma de anularmos o passivo é termos resultados positivos. Só temos resultados positivos se formos para a I Liga e se tivermos receitas extraordinárias."
Uma ideia iluminada, expressa pelo Sr. Lopes de Castro, que é digno de um intelectual ( sem ser necessário ter barba à Pacheco Pereira).
Então, porquê que não "obriga" o treinador do Varzim a colocar a equipa a jogar para subir? Já não falo em discurso, falo em termos práticos, colocar a equipa a jogar de acordo com o seu real valor. Aquilo que aconteceu em Moscavide, é paradigmático da forma como o treinador dispõe as pedras em campo, com o objectivo de não perder, acima de tudo.
Sr. Presidente, se este treinador não serve para os objectivos que mais interessam ao clube, mande-o embora. Primeiro estão os interesses do clube e não estratégias do treinador, que está agarrado ao lugar.
"Não é pelos dois ou três minutos que o Ruben entra, que dizemos que está. Não, ele tem que jogar dez minutos, 20 minutos e uma hora. O Ruben e outros."
Sr. Lopes de Castro, está a imiscuir-se no trabalho do treinador, o homem que é o Pai do projecto Catraia, aquele que defende o atleta poveiro até à morte?
Ou está "apenas" a dar um ralhete público ao treinador?
Saudações Varzinistas