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Hoje, voltamos a viver um grande dia para o futebol varzinista.
A atmosfera envolvente a este jogo, fez-me reviver momentos fantásticos da história do Varzim. A invasão esperada pelos adeptos vitorianos, as ruas circundantes ao estádio cheias de gente.. Os adeptos do Varzim, responderam aparecendo em maior número do que o habitual, no entanto muito aquém do que se dejesa. Mas esta questão dos adeptos, deve-se também ao discurso "do coitadinho" adoptado pelos responsáveis do Varzim. Discurso esse que é mais que evidente que não serve os interesses do Varzim, servindo apenas para que no futuro não sejam assacadas responsabilidades a quem efectivamente é responsável.
Estes jogadores não merecem esta desvalorização discursiva.
Assumam a candidatura à subida e não tenham dúvidas que apareceram mais varzinistas nos estádios.
Porque não aproveitar esta vitória moralizadora, conjugada com um discurso mobilizador e apelarem ao orgulho poveiro e todos juntos levarmos o Varzim à bwin liga?
Jogamos contra dois dos maiores candidatos à subida, e podemos verificar que em termos de valia dos jogadores em nada somos inferiores.
As equipas aparecem com os onzes sem suspresas. Começou forte o varzim, com ascendente a meio campo, pois o Guimarães joga com dois médios (Flávio Meireles e Octacílio) mais recuados e Guilas mais à frente, o que, por si só "obrigou" o Emanuel a subir o terreno e a apoiar mais o Nuno Rocha, o que fez com que o meio campo ficasse mais ofensivo (deveriamos jogar em todos os jogos assim, ficavamos com uma equipa mais virada para o ataque). O Guilas, que me pareceu bom jogador, jogava entre os médios e os defesas, com Tito a "esquecer-se" algumas vezes da marcação a este Gaulês, o que vez com que ele podesse criar superioridade no ataque sobre a equipa varzinista. Mas a defesa estava muito bem, assim como o Ricardo. Conseguiram suster as acções ofensivas vimarenenses, e depois como o Guilas não recuperava para fazer uma marcação zonal ao Tito, o Varzim estava por cima do Guimarães.
Nós nas bancadas começavamos a verificar que os adeptos do Vitória começavam a ficar apreensivos. Fruto desta superioridade do Varzim, surge o golo. Livre a meio do meio-campo vimarenense, Nuno Rocha "corta" a bola no sentido da baliza, falha de marcação dos defesas do Guimarães e Bruno Miguel toca ao de leve na bola desviando-a de Nilson. Estava feito o 1-0. Até ao final da primeira parte à a registar um livre bem marcado de Brasília, a que Ricardo se opôs com segurança. O Tito continuava a fazer um apoio deficiente aos seus defesas na marcação ao Guilas, com o técnico Horácio Gonçalves a não chamar a atenção do seu atleta. Aos 43 min., Guilas, mais uma vez, aparece de frente para os defesas embalado e o Bruno Miguel recorre à falta para o parar, quando este se isolava. Olegário (curiosamente o fiscal de linha que estava no enfiamento da jogada nada assinalou), marcou falta e mostrou o consequente vermelho.
Para a segunda parte, Norton de Matos tira um trinco e faz entrar um ponta de lança (Henrique), passa a jogar em 4,2,4. Horácio faz entrar Alexandre para o lugar de Diego. Quanto a mim acho que se correram riscos desnecessários, pois na defesa jogamos um contra um, quando deveria sobrar alguém e o golo do Guimarães reflete isso mesmo, um central foi à dobra do Nuno Ribeiro que tinha sido ultrapassado, ao sair da zona central descompensou esse sector o Nuno Gomes ainda foi ao primeiro homem mas a bola sobrou para o Fábio que livre de marcação foi só encostar. É verdade que os vimarenenses já estavam a merecer chegar ao golo mas jogou-se tacticamente no fio da navalha, quando podiamos perfeitamente responder aos 4 avançados com o recuo do Tito na marcação de um ponta de lança, para termos sempre superioridade númerica na defesa, o Nuno Rocha deveria ter saído mais cedo cedendo o lugar ao Marco Claúdio, pois este segura melhor a bola, tem mais qualidade de passe e mais técnica, o que levaria a retirar bola e iniciativa ao Guimarães e tambám a sofrer faltas para quebrar o ritmo do jogo. Então no meio-campo ficariam Emanuel e M. Claúdio para os dois médios do Vitória, Octacílio e Guilas e no ataque para suster os 4 defesas, Pedrinho e Denilson, jogando como interiores no meio do central e do lateral de cada ala.
A verdade é que o Varzim tremeu, mas não caiu. E já na parte final do jogo, em dois lances de contra ataque, o Varzim consegue duas grandes penalidades com o Denilson a concretizar a primeira e a falhar a segunda.
Ficou demonstrado, que temos equipa para mais altos vôos, do que ser comparado com uma secção amadora do voleibol vitoriano.
Ricardo-intransponível
Nuno Ribeiro-seguro
Nuno Gomes-líder
Bruno Miguel-marcou o jogo
Telmo-grande forma
Tito-rever marcações
Emanuel-pulmão
Nuno Rocha-livre para o golo
Pedrinho-trabalhador
Denilson-temos homem
Diego-saída prematura
Alexandre-o grande
Marco Claúdio- outra classe
Mendonça- fome de bola